..
quero comprar uma casa
com garagem.
quero que tenha varanda.
fogao no canto pro frio.
gato no patio.
nao perdi a guerra,
estou aqui. aqui!
..
20.6.12
16.6.12
10.6.12
28.5.12
..
Hoje quando olhei para fora
Pela janela do avião
Que coisa loca é a vida
As vezes estamos por cima
Hoje quando olhei para fora
pela janela hotel
que coisa louca é a vida
as vezes não estamos em casa
hoje quando olhei pelo retrovisor
do lado direito avistei uma raposa branca
que coisa louca é a vida
pensei que nunca mais sairia do poço
alguém me ligou
que coisa louca é a vida
nem sempre estou com vc
..
Hoje quando olhei para fora
Pela janela do avião
Que coisa loca é a vida
As vezes estamos por cima
Hoje quando olhei para fora
pela janela hotel
que coisa louca é a vida
as vezes não estamos em casa
hoje quando olhei pelo retrovisor
do lado direito avistei uma raposa branca
que coisa louca é a vida
pensei que nunca mais sairia do poço
alguém me ligou
que coisa louca é a vida
nem sempre estou com vc
..
13.5.12
..
desapego
Não esqueci a dor e nem quem fez doer
Por isso querida estou saindo hoje
Vou dar umas voltas, beira da praia,
E não digo que vou pensar em vc
Por que talvez nem pense em nada
Rolei de felicidade
Fiquei adolescente apaixonado
E quis viver com vc
Assim sendo querida
Vou sair hoje, para te esquecer.
..
desapego
Não esqueci a dor e nem quem fez doer
Por isso querida estou saindo hoje
Vou dar umas voltas, beira da praia,
E não digo que vou pensar em vc
Por que talvez nem pense em nada
Rolei de felicidade
Fiquei adolescente apaixonado
E quis viver com vc
Assim sendo querida
Vou sair hoje, para te esquecer.
..
2.3.12
27.2.12
..
Se hoje estou só à noite,
E durante o dia,
A culpa é minha.
Por não ter dado o valor que vc tem,
Por não ter entendido
Que quem amava era eu,
Releio os emails e não acredito
Que não estamos juntos
Queríamos ficar juntos,
Queria ficar de bem com vc sempre
Nós fizemos manobras por amor
Sei que a culpa por ter feito vc escrever o que esta escrito,
Ter feito o que fez
Foi minha
Como vou esquecer o que aconteceu conosco
Como vou fazer para te esquecer?
beibe! vc é o minha
beibe
..
Se hoje estou só à noite,
E durante o dia,
A culpa é minha.
Por não ter dado o valor que vc tem,
Por não ter entendido
Que quem amava era eu,
Releio os emails e não acredito
Que não estamos juntos
Queríamos ficar juntos,
Queria ficar de bem com vc sempre
Nós fizemos manobras por amor
Sei que a culpa por ter feito vc escrever o que esta escrito,
Ter feito o que fez
Foi minha
Como vou esquecer o que aconteceu conosco
Como vou fazer para te esquecer?
beibe! vc é o minha
beibe
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19.2.12
17.2.12
10.2.12
6.2.12
..
Décimo segundo
Mozin anda sonhando com vida nova.
Mas não sabe se vai dar certo
O dia hoje esta bom, mas não sabemos o dia de amanha
Gostaria de estar com quem amo.
Eu gostaria de estar com vc
Fui em um novo lugar e recordei de nos
Queria deixar os problemas para trás
mozin não sabe se vai dar certo
nem Tony sabe
Estou bem beibe
Estou muito bem, beibe.
Ela tem algo de vc
Há algo de bom entre nos
Ela é o meu bebe.
Beibe, agente também não sabe se vai dar certo
..
Décimo segundo
Mozin anda sonhando com vida nova.
Mas não sabe se vai dar certo
O dia hoje esta bom, mas não sabemos o dia de amanha
Gostaria de estar com quem amo.
Eu gostaria de estar com vc
Fui em um novo lugar e recordei de nos
Queria deixar os problemas para trás
mozin não sabe se vai dar certo
nem Tony sabe
Estou bem beibe
Estou muito bem, beibe.
Ela tem algo de vc
Há algo de bom entre nos
Ela é o meu bebe.
Beibe, agente também não sabe se vai dar certo
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28.1.12
16.1.12
22.11.11
..
oi familia como vai?
por aqui tudo bem,
frio so do ar cond
e fora isso muito calor
quase nao saio
esta tudo bem no meu trabalho,
embora para mim ta tudo bem
tenque estar tudo bem,
estou com o naris entupido, ta um calorao,
se tenho saudade?
claro, ...
mas tudo bem!!!
foi eu que errei mesmo
como vai as coisas?
tipo
o cactus, o gato o filho, vc.
a sombra ja resfria a casa
e o gato mimi voltou?
bem hoje foi tenso
to cansado, um bejo beibe
amanha saio cedo
..
oi familia como vai?
por aqui tudo bem,
frio so do ar cond
e fora isso muito calor
quase nao saio
esta tudo bem no meu trabalho,
embora para mim ta tudo bem
tenque estar tudo bem,
estou com o naris entupido, ta um calorao,
se tenho saudade?
claro, ...
mas tudo bem!!!
foi eu que errei mesmo
como vai as coisas?
tipo
o cactus, o gato o filho, vc.
a sombra ja resfria a casa
e o gato mimi voltou?
bem hoje foi tenso
to cansado, um bejo beibe
amanha saio cedo
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hoje é sábado, 27 - 11 -2010, são 06:15 da manha. os carros ja estao passando na avenida Abdo Saad, estou ouvindo musica clássica, tenho tido pouco tempo, não consegui fazer o queria para esse ano, lembro que em 2009, eu comentei com alguém, que seria um ano de grandes feitos, mas ele esta no final e não tive tempo de filmar um sorriso meu, quando sento à um computador, não me sinto mais tao bem. parece estar em outra pagina, uma pag que foi um desastre. as vezes assim como vc, eu não sei de nada
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hoje é sábado, 27 - 11 -2010, são 06:15 da manha. os carros ja estao passando na avenida Abdo Saad, estou ouvindo musica clássica, tenho tido pouco tempo, não consegui fazer o queria para esse ano, lembro que em 2009, eu comentei com alguém, que seria um ano de grandes feitos, mas ele esta no final e não tive tempo de filmar um sorriso meu, quando sento à um computador, não me sinto mais tao bem. parece estar em outra pagina, uma pag que foi um desastre. as vezes assim como vc, eu não sei de nada
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Faz tempo que não tenho tempo para a internet, mesmo que ela é 3G (lenta),
mas esta tudo bem, muito trabalho, contas. fui 4 vezes na praia ate agora. (Fazem 8 meses que moro aqui no espirito santo), mas não entrei na água.
sempre que posso vou ate nova almeida, são 7 Km daqui, é um passeio muito simpático,
estou achando muito legal viver aqui, não tenho tido muitos problemas, o que todos reclamam é o transito, para se ter uma ideia moro a 36 Km (tempo estimado 22 min) do meu trabalho, levo cerca de uma hora e quinze a uma hora e quarenta. já fiquei duas horas e pouco. alem de dos carros ainda tem as reforma das pistas. é pr'acaba, né.
mas tudo bem a paisagem geralmente é a praia, quando não se dorme, o ar condicionado dos seletivos são conhecido como "geladinho" é por demais, fiquei doente outro dia. quando chego no centro da capital, Vitoria começa a aparecer os navios, coisas muito grandes, navios de carro. é muito poder, "é power", ...alexpower..., bem. vou colocar umas fotos hora dessas para mostrar o que digo.
ainda não tive tempo de sair para conhecer todos os lugares, mais é o caminho de casa para trabalho e as vezes jantar em algum barzinho, não faço comida. agora esta um dia sóbrio, o sol esta a traz das nuvens, esta claro como dia só com sombra.
então uma amiga me ligou, ( luana françolin )
saímos as vezes. quer passear, quem sabe eu fotografe alguma coisa
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Faz tempo que não tenho tempo para a internet, mesmo que ela é 3G (lenta),
mas esta tudo bem, muito trabalho, contas. fui 4 vezes na praia ate agora. (Fazem 8 meses que moro aqui no espirito santo), mas não entrei na água.
sempre que posso vou ate nova almeida, são 7 Km daqui, é um passeio muito simpático,
estou achando muito legal viver aqui, não tenho tido muitos problemas, o que todos reclamam é o transito, para se ter uma ideia moro a 36 Km (tempo estimado 22 min) do meu trabalho, levo cerca de uma hora e quinze a uma hora e quarenta. já fiquei duas horas e pouco. alem de dos carros ainda tem as reforma das pistas. é pr'acaba, né.
mas tudo bem a paisagem geralmente é a praia, quando não se dorme, o ar condicionado dos seletivos são conhecido como "geladinho" é por demais, fiquei doente outro dia. quando chego no centro da capital, Vitoria começa a aparecer os navios, coisas muito grandes, navios de carro. é muito poder, "é power", ...alexpower..., bem. vou colocar umas fotos hora dessas para mostrar o que digo.
então uma amiga me ligou, ( luana françolin )
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24.10.11
23.10.11
10.9.11
..
Hoje é terça feira e eu estou afim que chegue sexta,
Para pegar na tua mao
E falar aquilo que o telefone não consegue.
Quando vc chega
(Sim nos já sabemos que ninguém tem que saber
Mas te quero, e agora?)
na frente de todos
Vou puxar vc e segurar junto a mim
Confia em mim é so eu e vc então
Por esse segundo terei que prolongar o tempo e faze-lo ser infinito, para nos dois
Não vamos dizer nada por que o tempo desse abraço e pequeno demais, e quero ouvir teu coração,
Sabemos o que queremos dizer. e o que gostariamos de fazer.
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Hoje é terça feira e eu estou afim que chegue sexta,
Para pegar na tua mao
E falar aquilo que o telefone não consegue.
Quando vc chega
(Sim nos já sabemos que ninguém tem que saber
Mas te quero, e agora?)
na frente de todos
Vou puxar vc e segurar junto a mim
Confia em mim é so eu e vc então
Por esse segundo terei que prolongar o tempo e faze-lo ser infinito, para nos dois
Não vamos dizer nada por que o tempo desse abraço e pequeno demais, e quero ouvir teu coração,
Sabemos o que queremos dizer. e o que gostariamos de fazer.
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..
Entao vc pegou na minha mão
E disse que eu te dava positivismo
Do fundo do poço eu vi dois olhos brilharem em minha direção
Era voce.
Simplesmente, quase normal.
Mas vc é especial.
Por que quando vc segurou a minha mão
Eu já estava me segurando na tua.
não deixe eu esquecer vc
Teus olhos entre outros brilhavam em minha direção
Mas não deixe eu ter tempo para recordações
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Entao vc pegou na minha mão
E disse que eu te dava positivismo
Do fundo do poço eu vi dois olhos brilharem em minha direção
Era voce.
Simplesmente, quase normal.
Mas vc é especial.
Por que quando vc segurou a minha mão
Eu já estava me segurando na tua.
não deixe eu esquecer vc
Teus olhos entre outros brilhavam em minha direção
Mas não deixe eu ter tempo para recordações
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..
Acordei as cinco
Sei que hoje é sábado e esta cansada, mas
Sabe como é, hoje é sábado e vc trabalha
Diga para sua mãe que quero conhece-la
Ouvi dizer que vai chover
Vamos ficar pertos meu bem
Bejo tua testa e vc se aconchega em mim
Teu chero é bom, teu olhar meigo.
Bom dia!
São cinco da manha
Hoje é sábado e vc trabalha
Teu dia vai ser bom, vc pode contar comigo.
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Acordei as cinco
Sei que hoje é sábado e esta cansada, mas
Sabe como é, hoje é sábado e vc trabalha
Diga para sua mãe que quero conhece-la
Ouvi dizer que vai chover
Vamos ficar pertos meu bem
Bejo tua testa e vc se aconchega em mim
Teu chero é bom, teu olhar meigo.
Bom dia!
São cinco da manha
Hoje é sábado e vc trabalha
Teu dia vai ser bom, vc pode contar comigo.
..
..
Fizemos amor em toda parte
Atrás da porta, no carro, na oficina
Mas esquecemos de nos amar
De ser amigos
De confiar
Nos queríamos tanto
que fazíamos amor onde estávamos
Mas era preciso mais
Era preciso agente se gostar mais
Ficar mais juntos
Sem nada para fazer
Mas tudo bem
Agora já sabemos disso
Eu vou cuidar mais
Quando eu vir amar
Claro que vou amar
..
Fizemos amor em toda parte
Atrás da porta, no carro, na oficina
Mas esquecemos de nos amar
De ser amigos
De confiar
Nos queríamos tanto
que fazíamos amor onde estávamos
Mas era preciso mais
Era preciso agente se gostar mais
Ficar mais juntos
Sem nada para fazer
Mas tudo bem
Agora já sabemos disso
Eu vou cuidar mais
Quando eu vir amar
Claro que vou amar
..
8.9.11
..
Vou amar vc para sempre
Todos os meus sonhos
Serão acreditando que esteja feliz.
Tenho que dizer
Acordar com vc
Era tudo o que sempre me fez dormir
Aquele abraço com cheiro de nos dois
Nosso gosto,
as mesma coisa nunca fora as mesmas
voltar para casa e te encontrar,
olhar no corredor do mercado e te ver
aquele peso eu nem sentia
as mensagem tinha um toque diferente quando era vc
roupas balançando no varal
brinquedos na caixa
teu sorriso no espelho
minha perna entre as tuas
respiração no ouvido
maça antes de dormir
Acordar com vc
Era tudo o que sempre me fez dormir
Aquele abraço com cheiro de nos dois
Nosso gosto de maça.
..
Vou amar vc para sempre
Todos os meus sonhos
Serão acreditando que esteja feliz.
Tenho que dizer
Acordar com vc
Era tudo o que sempre me fez dormir
Aquele abraço com cheiro de nos dois
Nosso gosto,
as mesma coisa nunca fora as mesmas
voltar para casa e te encontrar,
olhar no corredor do mercado e te ver
aquele peso eu nem sentia
as mensagem tinha um toque diferente quando era vc
roupas balançando no varal
brinquedos na caixa
teu sorriso no espelho
minha perna entre as tuas
respiração no ouvido
maça antes de dormir
Acordar com vc
Era tudo o que sempre me fez dormir
Aquele abraço com cheiro de nos dois
Nosso gosto de maça.
..
..
Atua nitidez me fazem bem ao coração
Me tornei melhor, eu chego regar as plantas
Últimos final de semana eu dormi a te mais tarde
E senti tua falta
Quando eu olho no espelho
Gostaria que estivesse comigo
demãos dadas pela a vida a fora
Amanha e amanha, e amanha com vc, e amanha com vc,
Sempre com vc beibe
..
Atua nitidez me fazem bem ao coração
Me tornei melhor, eu chego regar as plantas
Últimos final de semana eu dormi a te mais tarde
E senti tua falta
Quando eu olho no espelho
Gostaria que estivesse comigo
demãos dadas pela a vida a fora
Amanha e amanha, e amanha com vc, e amanha com vc,
Sempre com vc beibe
..
20.6.11
..
desmascarados
Caminhando pelo hall
sorriso e olhos meigos
agora sei que vc sabe ouvir e falar
Quem tem que saber de nos, é nos.
Andamos pelo corredor principal enquanto nos olhavam
E quando eu mostrei a foto
Todos queriam saber quem era
Alguém ficou triste
Ouvi dizerem que mudei
Mas vc sabe que sou o mesmo
Caminhando pela rua todos olham e vc
Nem esta ai. Bem, meu bebe
Acho que despertamos inveja
Olha so como ficam
Agora todos já sabem de nos
..
desmascarados
Caminhando pelo hall
sorriso e olhos meigos
agora sei que vc sabe ouvir e falar
Quem tem que saber de nos, é nos.
Andamos pelo corredor principal enquanto nos olhavam
E quando eu mostrei a foto
Todos queriam saber quem era
Alguém ficou triste
Ouvi dizerem que mudei
Mas vc sabe que sou o mesmo
Caminhando pela rua todos olham e vc
Nem esta ai. Bem, meu bebe
Acho que despertamos inveja
Olha so como ficam
Agora todos já sabem de nos
..
29.4.11
..
Sexta feira depois de tudo.
Sem pressa
Olhe esse mar
Vc não quer que eu corra.
As ondas chegando
Bem ali
Vamos parar
Vou tirar o sapato
Vamos molhar os pés
O tempo é nosso
So meu e teu
Vc não quer que eu corra
vidros abaixados
(vc ta linda)
ondas chegando
vou tirar o sapato
gostamos disso
o tempo é nosso
so eu e você.
“Com quem gostaria de estar me pergunta
Vc quer que eu fale, mas não sai”
..
Sexta feira depois de tudo.
Sem pressa
Olhe esse mar
Vc não quer que eu corra.
As ondas chegando
Bem ali
Vamos parar
Vou tirar o sapato
Vamos molhar os pés
O tempo é nosso
So meu e teu
Vc não quer que eu corra
vidros abaixados
(vc ta linda)
ondas chegando
vou tirar o sapato
gostamos disso
o tempo é nosso
so eu e você.
“Com quem gostaria de estar me pergunta
Vc quer que eu fale, mas não sai”
..
17.4.11
..
Quando vi uma raposa branca
Na pista da direita
Recordei
No meu universo
Era eu e vc.
Se fosse falar o que senti
Ate me senti sozinho
Era para ser eu e vc sempre.
Hoje eu vi uma raposa branca
quando olhei para o lado
..
Vc é toda especial
Teu andar
Não; eu não acho que vc faça por gosto
É tua graça beibe.
Assim como teu beijo
Como posso esquecer
Alguém que amo
..
Quando vi uma raposa branca
Na pista da direita
Recordei
No meu universo
Era eu e vc.
Se fosse falar o que senti
Ate me senti sozinho
Era para ser eu e vc sempre.
Hoje eu vi uma raposa branca
quando olhei para o lado
..
Vc é toda especial
Teu andar
Não; eu não acho que vc faça por gosto
É tua graça beibe.
Assim como teu beijo
Como posso esquecer
Alguém que amo
..
22.3.11
14.3.11
4.12.10
..
A matematica em todos os tempos
Em todas as épocas da evolução humana, mesmo nas mais atrasadas, encontra-se no homem o sentido do número. Esta faculdade lhe permite reconhecer que algo muda em uma pequena coleção (por exemplo, seus filhos ou suas ovelhas) quando, sem seu conhecimento direto, um objeto tenha sido retirado ou acrescentado. O sentido do número, em sua significação primitiva e no seu papel intuitivo, não se confunde com a capacidade de contar, que exige um fenómeno mental mais complicado. Se o contar é um atributo exclusivamente humano, algumas espécies de anímais parecem possuir um sentido rudimentar do número. Assim opinam, pelo menos, observadores competentes dos costumes dos animais. Muitos pássaros têm o sentido do número. Se um ninho contém quatro ovos, pode-se tirar um sem que nada ocorra, mas o pássaro provavelmente abandonará o ninho se faltarem dois ovos. De alguma forma inexplicável, êle pode distinguir dois de três.
O corvo assassinado
Um senhor feudal estava decidido a matar um corvo que tinha feito ninho na torre de seu castelo. Repetidas vezes tentou surpreender o pássaro, mas em vão; quando o homem se aproximava, o corvo voava de seu ninho, colocava-se vigilante no alto de uma árvore próxima, e só voltava à torre quando já vazia. Um dia, o senhor recorreu a um truque: dois homens entraram na torre, um ficou lá dentro e o outro saiu e se foi. O pássaro não se deixou enganar e, para voltar,
que o segundo homem tivesse saído. O estratagema foi repetido nos dias seguintes com dois, três e quatro homens, sempre sem êxito. Finalmente, cinco homens entraram na torre e depois saíram quatro, ura atrás do outro, enquanto o quinto aprontava o trabuco à espera do corvo. Então o pássaro perdeu a conta e a vida.
As espécies zoológicas com sentido do nu-. mero são muito poucas (nem mesmo incluem os monos e outros mamíferos). E a percepção de quantidade numérica nos animais é de tão limitado alcance que se pode desprezá-la. Contudo, também no homem isso é verdade. Na prática, quando o homem civilizado precisa distinguir um número ao qual não está habituado, usa conscientemente ou não — para ajudar seu sentido do número — artifícios tais como a comparação, o agrupamento ou a ação de contar. Esta última,
especialmente, se tornou parte tão integrante de nossa estrutura mental que os teste» sobre nossa percepção numérica direta resultaram decepcionantes. Essas provas concluem que o sentido visual! direto do número possuído pelo homem civilizado raras vezes ultrapassa o número quatro, e que o sentido tátil é ainda mais limitado.
Limitações vem de longe
Os estudos sobre os povos primitivos fornecem uma notável comprovação desses resultados. Os selvagens que não alcançaram ainda o grau de evolução suficiente para contar com os dedos estão quase completa-mente desprovidos de toda noção de número. Os habitantes da selva da África do Sul não possuem outras palavras numéricas além de um, dois e muitos, e ainda essas palavras estão tão desvinculadas que se pode duvidar que os indígenas lhes atribuam um sentido bem claro.
Realmente não há razões para crer que nossos remotos antepassados estivessem mais bem equipados, já que todas as línguas europeias apresentam traços destas antigas limitações: a palavra inglesa thriee, do mesmo modo que a palavra latina ter, possui dois sentidos: "três vezes" e "muito". Há evidente conexão entre as palavras latinas três (três) e trans (mais além). O mesmo acontece no francês: trois (três) e três (muito).
Como nasceu o conceito de número? Da experiência'? Ou, ao contrário, a experiência serviu simplesmente para tornar explícito o que já existia em estado latente na mente do homem primitivo? Eis aqui um tema apai-xonante para discussão filosófica.
Julgando o desenvolvimento dos nossos ancestrais pelo estado mental das tribos selvagens atuais, é impossível deixar de concluir que sua iniciação matemática foi extremamente modesta. Um sentido rudimentar de número, de alcance não maior que o de certos pássaros, foi o núcleo do qual nasceu nossa concepção de número. Reduzido à percepção direta do número, o homem não teria avançado mais que o corvo assassinado pelo senhor feudal. Todavia, através de uma série de circunstâncias, o homem aprendeu a completar sua percepção limitada de número com um artifício que estava destinado a exercer influência extraordinária em sua vida futura. Esse artifício é a operação de contar, e é a êle que devemos o progresso da humanidade.
O número sem contagem
Apesar disso, ainda que pareça estranho, é possível chegar a uma ideia clara e lógica de número sem recorrer à contagem. Entrando numa sala de cinema, temos diante de nós dois conjuntos; o das poltronas da sala e o dos espectadores. Sem contar, podemos assegurar se esses dois conjuntos têm ou não igual número de elementos e, se não têm, qual é o de menor número. Com efeito, se cada assento está ocupado e ninguém está de pé, sabemos sem contar que os dois conjuntos têm igual número. Se todas as cadeiras estão ocupadas e há gente de pé na sala, sabemos sem contar que há mais pessoas que poltronas.
Esse conhecimento é possível graças a um procedimento que domina toda a matemática, e que recebeu o nome de correspondência biunívoca. Esta consiste em atribuir a cada objeto de um conjunto um objeto de outro, e continuar assim até que um ou ambos os conjuntos se esgotem.
A técnica de contagem, em muitos povos primitivos, se reduz precisamente a tais associações de ideias. Eles registram o número de suas ovelhas ou de seus soldados por meio de incisões feitas num pedaço de madeira ou por meio de pedras empilhadas. Temos uma prova desse procedimento na origem da palavra "cálculo", da palavra latina ccàculus, que significa pedra.
A ideia de correspondência
A correspondência biunivoca resume-se numa operação de "fazer corresponder". Pode-se dizer que a contagem se realiza fazendo corresponder, a cada objeto da coleção(conjunto),um número que pertence àsucessão natural: 1, 2, 3
A A A A
1 2 3 4 ...
A gente aponta para um objeto e diz: um; aponta para outro e diz: dois; e assim sucessivamente até esgotar os objetos da coleção; se o último número pronunciado fòr oito, dizemos que a coleção tem oito objetos e é um conjunto finito.
Mas o homem de hoje, mesmo com conhecimento precário de matemática, começaria a sucessão numérica não pelo um mas por. zero, e escreveria assim:
0, 1,2, 3,4...
É a sucessão dos números inteiros (formada pela dos números naturais com o acréscimo do elemento zero). A criação de um símbolo para representar o "nada" constitui um dos atos mais audaciosos da história do pensamento. Essa criação é relativamente recente (talvez pelos primeiros séculos da era cristã) e foi devida às exigências da numeração escrita. O zero não só permite escrever mais simplesmente os números, como também efetuar as operações. Imagine o leitor — fazer uma divisão ou multiplicação em números romanos! E no entanto, antes ainda dos romanos, tinha florescido a civilização grega, onde viveram alguns dos maiores matemáticos de todos os tempos; e a nossa numeração é muito posterior a todos eles.
Do relativo ao absoluto
Pareceria à primeira vista que o processo de correspondência biunívoca só pode fornecer um meio de relacionar, por comparação, dois conjuntos distintos (como o das ovelhas do rebanho e o das pedras empilhadas), sendo incapaz de criar o número no sentido absoluto da palavra. Contudo, a transição do relativo ao absoluto não é difícil.
Criando conjuntos -modelos, tomados do mundo que nos rodeia, e fazendo, cada um deles caracterizar um agrupamento possível, a avaliação de um dado conjunto fica reduzida à seleção, entre os conjuntos modelos, daquele que possa ser posto em correspondência biunívoca com o conjunto dado.
Começou assim: as asas de um pássaro podiam simbolizar o número dois, as folhas de um trevo o número três, as patas do cavalo o número quatro, os dedos da mão o número cinco. Evidências de que essa poderia ser a origem dos números se encontram em vários idiomas primitivos.
É claro que, uma vez criado e adotado, o número se desliga do objeto que o representava originalmente, a conexão entre os dois é esquecida e o número passa por sua vez a ser um modelo ou uni símbolo! À medida que o homem foi aprendendo a servir-se cada vez mais da linguagem, o som das palavras que exprimiam os primeiros números foi substituindo as imagens para as quais foi criado. Assim, os modelos concretos iniciais tomaram a forma abstrata dos nomes dos números. É impossível saber a idade dessa linguagem numérica falada, mas sem dúvida ela precedeu de vários milhares de anos a aparição da escrita.
Todos os vestígios da significação inicial das palavras que designam os números foram perdidos, com a possível exceção de cinco (que em várias línguas queria dizer mão, ou mão estendida). A explicação para isso é que, enquanto os nomes dos números se mantiveram invariáveis desde os dias de sua criação, revelando notável estabilidade e semelhança em todos os grupos linguísticos, os nomes dos objetos concretos que lhes deram nascimento sofreram uma metamorfose completa.
À procura do zero
No que diz respeito à estrutura dos nomes dos números, descobriu-se uma uniformidade impressionante. Em todos os lugares, os dez dedos da mão deixaram sua marca permanente. Desde os primeiros tempos da história egípcia estabeleceu-se um sistema de numeração decimal. Esse sistema não tinha um sinal particular para o zero, embora em certos casos os escribas o usassem intuitivamente, pois deixavam um espaço vazio em seu lugar. A escrita egípcia possuía símbolos particulares para as unidades, dezenas, centenas, milhares, etc., repetindo-os da direita para a esquerda tantas vezes quantas necessárias para exprimir o número desejado.
i=i, 10 = n ; 100 = e
Assim: 123 = 111000
A numeração dos babilónios — que usavam apenas dois símbolos, um representando as unidades e outro as dezenas — apresentava duas originalídades: o sistema de posição e a base sexagesimal (apesar de conhecerem também a base decimal). Nesse sistema, o valor de um símbolo depende da sua posição relativa dentro do número escrito, sendo mantido o valor das unidades de primeira ordem, multiplicadas por 60 as de segunda ordem, por 602 as de terceira ordem, e assim por diante. Por exemplo, o número 327 significaria entre os babilónios:
OX602) + (2X60) + 7
l.a ordem 2.a ordem 1.a ordem
(centena^) (dezena) (unidade)
No atual sistema decimal, seria:
(3X102) + (2x10) + 7centena dezena unidade
Não existia um símbolo especial para o zero: no período mais avançado da civilização babilónica, êle era escrito no início de um número, simplesmente para preencher um espaço vazio. Sentia-se a necessidade de indicar as ordens que faltavam, pois o símbolo da unidade poderia significar tanto 1 como 1.0 (=60) ou 1.00 ( = 602= 3 600). Embora em algumas tabuinhas houvesse também um espaço vazio para indicar o zero, este ainda não tinha a função de número.
A influência do sistema sexagesimal dos babilónios até hoje persiste na divisão da hora (60 minutos) e do minuto (60 segundos). Também no ângulo cada grau é dividido em 60 minutos.
Os maias, cujo sistema de numeração era adaptado ao número de dias do ano e tinha base 20, possuíam um símbolo para o zero, mas usado só em conexão com o calendário.
Assim como na China, na Grécia do apogeu (três séculos antes de Cristo) provocava admiração quem fosse bom calculista. O sistema numérico dos gregos empregava as nove primeiras letras do alfabeto para os números de 1 a 9, as nove seguintes para os números de 10 a 90 e mais nove letras para os números de 100 a 900, num total de 27 símbolos.
Como nessa época o alfabeto grego continha somente 24 letras, mais duas letras (F e Q) foram introduzidas, e a outra foi tirada do alfabeto fenício (S). Tamanha complicação de sinais nas contas era devida exata-mente à falta do zero, o que acarretava o desdobramento dos símbolos.
Embora já existissem sistemas numéricos com o uso do zero, na índia e entre os maias, apenas por volta do ano 1000 é que o zero e os atuais símbolos gráficos foram trazidos para a Europa pelos árabes, e por isso são chamados algarismos arábicos
Enc; conhecer
..
..
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Matematica
A influência dos dedos da mão é que explica a base decimal de nosso sistema de numeração. Entre as tribos mais atrasadas da África e da Austrália, existe um sistema de numeração cuja base não é 5 (povos que aprenderam a contar com uma só mão), nem 10 (as duas mãos), nem 20 (as mãos e os pés, como o sistema dos maias e astecas, que dividiam o dia em 20 horas). Trata-se do sistema binário (base 2), adotado por exemplo entre os papuas da Nova Guiné. Essa gente não aprendeu ainda a contar com os dedos, e possui sinais independentes para designar um e dois, e depois algumas combinações para exprimir os números até seis. Além de seis, emprega-se uma palavra que significa "montão".
Uma questão de base
O sistema binário só requer dois símbolos, 0 e 1, por meio dos quais se podem expressar todos os outros números. Por exemplo, 1 + 1 não pode ser escrito 2, mas 10. E essa base numérica, a mais primitiva de todas, já encontrou na eminente figura de Leibnitz um defensor entusiasta. Csse matemático alemão nela viu a própria imagem da criação do universo, considerando que a unidade (1) representava Deus e o zero (0) simbolizava o nada. Assim como o Supremo criou todos os seres a partir do nada, esses dois sinais exprimiam todos os números possíveis e imagináveis.
A vantagem da base dois é a economia de símbolos e maior simplicidade das operações. Há menos regras para multiplicar ou dividir mas — evidentemente — quem não está acostumado achará muito mais difícil. No sistema decimal, temos que decorar cem resultados de soma e cem de multiplicação, enquanto o sistema binário reduz a tabuada a duas regras apenas:
1 + 1 = 10 1 X 1 - 1 Essa vantagem é contrabalançada pela
necessidade de muitos sinais para representar os mesmos números. Por exemplo:
1 000 000 000 000 (na base dois)
Ainda assim, uma mudança de base em nosso sistema de numeração já foi várias vezes proposta e defendida. Mas, na verdade, a adoção do sistema decimal pela humanidade é um fenómeno fisiológico, e talvez o sistema binário de numeração, fosse-historicamente viável se o homem tivesse, em lugar de dez dedos flexíveis, apenas um toco em cada mão. Enquanto o homem contar por dezenas, seus dedos lhe recordarão a origem do passo mais importante de sua vida mental.
O velho encontra o novo
Não deixa de ser paradoxal que inteligências primitivas, como os papuas, se utilizem do mesmo sistema numérico dos atuais computadores eletrônicos. Salários de grandes empresas, sinais enviados por satélites artificiais, resultados de exames vestibulares — tudo isso e muito mais, o computador analisa matematicamente por intermédio da corrente elétrica. Êle só pode indicar a existência ou a ausência de fluxo, sendo as duas alternativas representadas por dois símbolos (0 e 1) e suas combinações. O sistema binário é que permite o agrupamento automático dos dados e dos resultados tendo em vista o cálculo mecânico.
Por que o computador usa essa base? É simples entender: uma chave elétrica só pode estar ligada ou desligada. À falta de' corrente se associa o símbolo 0, à passagem de eletricidade se associa o símbolo 1. A representação de dez símbolos (0 a 9) exigiria uma corrente proporcional a cada número, dando margem a erros pela variação da corrente. Já no caso da base binária,, a possibilidade de confundir uma situação "com corrente passando" e outra "sem corrente" é praticamente fmla. Além disso; a corrente elétrica pode ser ligada ou desligada no tempo extraordinariamente curto de IO6 segundos (1 milionésimo de segundo ou 1 microssegundo). E os cálculos, que levariam meses se feitos a mão, realizam-se no computador em poucos minutos.
O salto para o infinito
Para o primitivo, e mesmo para o filósofo antigo, os números estão impregnados de natureza. Para o homem civilizado de hoje, o número natural é um ente puramente matemático, uma conquista de seu pensamento. Com essa atitude, esquecido da origem humilde do número, e abstraindo-se da realidade imediata, o homem generaliza seus conceitos e estende ao máximo o campo de seu raciocínio.
Só uma criança de 5 anos, ou um selvagem dos mais atrasados, pode pensar que existe um número maior que todos os outros. Na sucessão dos números naturais 1, 2, 3, 4 ...
as reticências indicam que faltam, números a escrever. Quantos? Naquela sucessão, passa-se de um número para o seguinte juntando uma unidade. Dado qualquer número n, por maior que seja, sempre se pode efetuar sobre êle a mesma operação mental, e obter um número maior n + 1- Logo, a sucessão é ilimitada, e existem infinitos números naturais. Para dar essa ideia, escreve-se assim:
1, 2, 3, ... n, ...
Esse mesmo princípio ãe extensão pode ser aplicado ao conjunto dos pontos de uma reta. Tomando ao acaso dois elementos A e B desse conjunto (dois pontos da reta), o segmento AB assim definido pode ser dividido ao meio. Repetindo a operação nos dois novos segmentos formados, teremos quatro segmentos menores. Teoricamente, a divisão ao meio pode repetir-se ilimitadamente, e o segmento AB constará de uma infinidade de pontos: o conjunto dos pontos da reta é infinito.
O todo igual à parte
Quando se estudam os conjuntos infinitos, aparecem surpresas. Considere-se o conjunto N dos números naturais e o conjunto P dos números pares, que está contido no. anterior. A cada número de N. corresponde um de P e um só, o seu dobro. A cada número de P corresponde um número de N e um só, a sua metade (correspondência biunívoca).
N) 1, 2, 3, ... n, ...
P) 2, 4, 6, ... 2n, ...
Isto quer dizer que P e N são equivalentes, e em conjuntos infinitos o todo e a parte se correspondem, o que não acontece em conjuntos finitos, com número limitado de elementos.
inteiros
racionais {
fracionários
Números reais {
irracionais
Uma aplicação importante da matemática é a estatística, que coleta e analisa dados referentes a acontecimentos humanos ou fenómenos naturais, a partir dos quais pode fazer previsões. Para ser útil na pesquisa, no planejamento e na fundamentação científica, a estatística precisa obter uma boa amostra, cuidadosamente selecionada, de forma a representar uma média de opinião ou situação, e capaz de refletir a totalidade dos casos. Um moderno fabricante de roupas maculinas certamente deverá conhecer a estatura média dos homens e as variações em torno dessa média. Separando, do total das pessoas que compram ternos feitos, uma amostra de cem, obtém-se um gráfico como o da figura, versão matemática da situação ilustrada acima. Esse diagrama chama-se "distribuição normal" e informa que a altura média é de 1,67 m. Dois terços dos indivíduos estão entre 1,60 e 1,75 m, e 96% num intervalo de 15 cm acima ou abaixo da média.
A extensão dos campos numéricos
As quatro operações matemáticas fundamentais são: adição, subtração, multiplicação e divisão. A estas é preciso acrescentar mais três, diretamente ligadas a elas: potenciação, radiciação e logaritmação. Em face da definição e das propriedades de uma operação, surgem certas impossibilidades que a matemática elimina apelando ao mesmo princípio de extensão, graças ao qual se criam novos campos numéricos. Para fazer frente à impossibilidade de divisão (exata) em números inteiros, foram definidos os números racionais. Este novo campo abrange o conjunto dos números inteiros e mais o formado por números fracionários(fraçoes) que são de fato os novos elementos. Aparece aí outra dificuldade; a operação de radiciação é em geral impossível no campo racional. Então êle é novamente estendido, criando-se os números irracionais (por exemplo raiz quadrada de 3, o número π). Constitui-se assim o campo real, cuja grande façanha é estabelecer uma correspondência biunívoca entre os números e os pontos da reta, integrando perfeitamente a álgebra com a geometria.
Noção de função
É a mesma e maravilhosa ideia de correspondência, nascida das contagens rudimentares do homem primitivo, que inspira o conceito de função matemática e sua representação num "sistema de referência" constituído por retas ou eixos orientados. Um objeto, abandonado em queda livre do alto de um prédio, atingirá o solo num tempo que depende do espaço percorrido. Após várias experiências, feitas de diferentes andares do edifício, teremos uma tabela que consiste em duas sucessões de números: o conjunto í (dos tempos) e o conjunto e (dos espaços), postos em correspondência um com outro. Diremos que a variável í é função da variável e e escreveremos simbolicamente: t — f (e), ou í (e).
Para representar geometricamente essa função algébrica, podem-se marcaT os diversos valores de í num eixo, os de e num outro eixo, perpendicular ao primeiro. Cada par de valores define um ponto do plano, assim como — com mais um eixo — um trio de números define um ponto do espaço. Esse sistema referencial chama-se cartesiano, por ter sido usado pela primeira vez por René Descartes, na primeira metade do século XVII. A obra de Cartesius, como era conhecido esse matemático e filósofo francês, marca uma. revolução na matemática e na filosofia: em cada ponto do mundo, êle conseguira pregar uma etiqueta identificadora. Era a completa quantificação do universo.
A estrutura da matemática
A matemática constitui uma série sempre renovada e ampliada de "julgamentos sobre fatos". O enunciado de um fato matemático é a proposição, e o processo que faz aparecer a verdade de uma proposição é uma demonstração. Uma proposição demonstrada chama-se teorema. Os objetos sobre os quais se faz uma proposição estão compreendidos numa certa "intuição", isto significando que as palavras proposição, teorema e demonstração são tomadas no sentido comum. Seus respectivos "equivalentes formais" são as palavras fórmula, tese e dedução.
A matemática como ciência é portanto constituída de proposições e demonstrações que se referem a certos objetos intuitivos. A natureza desses objetos e de suas propriedades distingue a matemática das outras formas de conhecimento. Para definir uma estrutura matemática, basta delimitar o domínio das noções intuitivas que lhe é próprio, noções "primitivas" isentas de demonstração. A evolução lógica da matemática se apresenta como uma série de reduções nos domínios intuitivos e de ampliações nos campos numéricos. E a axiomatização (ou formalização) é o termo reservado à etapa final desse processo, que se exprime na moderna teoria dos conjuntos. Nesta, a partir de uns poucos postulados ou axiomas, estabelece-se uma estrutura formal — através de símbolos operacionais — que engloba as teorias clássicas e dentro da qual as propriedades são gerais. Letras representam os elementos do conjunto, e todas as demonstrações podem ser feitas sem que se saiba qual a "natureza" desses elementos.
O nome no singular
Assim, a matemática, que no século XIX superou todos os progressos realizados em mais de 20 séculos anteriores, libertou-se da filosofia e absorveu a lógica. Ganhou uma unidade que justifica seu nome no singular. E construiu uma soberba estrutura científica, que vem sendo aplicada na biologia, na linguística e de um modo geral nas ciências da vida e da sociedade.
A linguística matemática, por exemplo, teve um impulso sensacional na década de 1950, quando surgiu o problema das traduções mecanizadas. Assim como a lógica, por muito tempo considerada especulação vazia, e que de repente se tornou essencial para o projeto e a programação dos computadores, a teoria da linguagem se transformou em elemento essencial para a máquina de traduzir, ganhando marcante interesse prático.
Enc. Delta
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